VICTOR STERLING
A dor na minha caixa torácica era uma chama viva, mas nada no meu corpo doía mais do que o silêncio sufocante que se instalou na suíte VIP. Encarei a porta vazia onde Lucas acabara de sair, trêmulo e desesperado, e em seguida fixei o olhar em Arthur. O homem que treinei para ser a minha sombra, o chefe da minha segurança pessoal, estava de pé diante de mim com a mandíbula travada e os olhos evasivos.
— Três horas, Arthur — a minha voz saiu como um rosnado grave, raspando na min