O beijo foi brutal.
Não foi suave. Não foi pedido. Não foi aquele beijo de distração que ele tinha dado no escritório, calculado e controlado. Foi desesperado. Foi a raiva que virou desejo. Foi o medo que virou fome. Foi tudo que a gente não tinha dito, tudo que a gente tinha guardado, tudo que a gente tinha tentado enterrar.
A boca dele estava quente. Exigente. Os lábios pressionavam os meus com uma fome que me tirava o ar. A mão dele na minha nuca, os dedos enterrados no meu cabelo, puxando,