Victor se endireitou. Ajeitou a camisa. O rosto dele estava calmo agora. Controlado.
— Eu vi alguém do lado de fora. Uma silhueta. Na janela do prédio em frente. Estavam olhando para cá. — Ele falava como se estivesse explicando uma operação. — Se eu ficasse parado, eles poderiam ter uma visão clara do meu rosto. Precisava criar um movimento. Uma distração.
O mundo parou.
As palavras dele ecoavam na minha cabeça, mas não faziam sentido. O beijo. O toque. O calor. Tudo aquilo — tudo — tinha sido