CAPÍTULO 32

Eu não o empurrei como deveria fazer.

Pelo contrário, aquele beijo apenas se aprofundou.

A mão de Victor deslizou do meu rosto para a minha nuca, os dedos se enrolando nos fios do meu cabelo, puxando suavemente — um movimento que fez minha boca se abrir, que fez meu corpo se curvar contra o dele. Eu senti cada milímetro da sua pele através da camisa fina — o calor, a tensão dos músculos, a respiração que acelerava.

Não era um beijo tímido.

Não era um beijo de permissão.

Era um beijo de entrega.
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