A viagem de volta do hospital para a casa na Vitória foi a mais silenciosa e mais barulhenta que já fizeram. Nenhum dos dois ousava falar, com medo de quebrar o feitiço. O único som era a respiração suave e frágil vinda da cadeirinha de bebê no banco de trás, um som que, para eles, continha todo o universo. Dante dirigia com uma lentidão e um cuidado que fariam os motoristas de Salvador buzinarem em fúria, mas que para Helena, era a mais bela das declarações de amor.
Cruzar a soleira de sua pró