Os dias que se seguiram à confissão de Dante se assentaram em um ritmo que Helena nunca ousara sonhar. A guerra não desaparecera — ela a ouvia na voz de aço de Dante durante as chamadas de vídeo com São Paulo —, mas a oficina se tornara uma zona desmilitarizada, um santuário onde as únicas batalhas travadas eram entre a artista e a pedra.
A presença de Dante transformou-se de uma tempestade em uma corrente constante. Ele aprendeu a antecipar as necessidades dela: a ferramenta que ela procuraria