54. Aquela Liz Nunca Existiu
“Ettore Bianchi”
Faz horas que estou deitado encarando o teto. O relógio marca 6h14, e o sol começa a invadir o quarto pelas frestas da cortina.
Ao meu lado, Liz dorme tranquilamente. Respiração lenta, cabelos espalhados pelo travesseiro, o rosto relaxado.
Parece em paz. Tão diferente da mulher cautelosa que tem vivido sob meu teto nas últimas semanas.
Me viro para observá-la melhor, tentando entender em que momento me perdi pelo caminho.
Talvez tenha sido desde que ela entrou na sa