253. Você Fez Sua Escolha
O silêncio que se segue ao meu grito é ensurdecedor.
Meu pai recua um passo, mas o olhar permanece furioso. Os homens param onde estão e voltam-se para Don Matteo, aguardando um sinal.
— Papà — digo, tentando controlar a voz trêmula —, eu sei que é difícil de aceitar. Sei que não era isso que o senhor imaginava para mim.
— Você não faz ideia do que imagino para você, Aurora — ele responde, e posso ouvir a dor por trás da raiva. — Imagino você viva. Imagino você segura. Não casada com alguém que