55. Era o Esperado
“Liz Bianchi”
Acordo pelada, dolorida e sozinha. Um combo que, em outras circunstâncias, seria digno de arrependimento.
Mas não. Meu arrependimento ainda está dormindo. Provavelmente em outro lugar, de preferência com a consciência tranquila e o ego massageado.
Olho para o lado e encontro o travesseiro amassado, frio. Se não fosse pelo cheiro dele no lençol — e pelas dores deliciosamente espalhadas pelo meu corpo — eu podia jurar que sonhei tudo.
A sensação de vazio me incomoda, mesmo sabe