Acordei com Bento pisando no meu rosto.
Literalmente.
Uma patinha de cada vez, ele atravessou meu travesseiro como se fosse passarela de desfile, desfilando todo o desprezo felino que um gato pode carregar às sete e vinte da manhã de um sábado.
— Bom dia pra você também — murmurei, empurrando de leve aquele corpinho peludo que, agora, ronronava tranquilamente em cima do meu quadril. — Acho que seu relógio interno tá com defeito. Hoje não tem trabalho, lembra?
Mas era inútil discutir. Quando Ben