Eu não deveria estar ali.
Foi o último pensamento racional que tive antes de ser puxada contra a parede, a mão dele firme demais no meu braço. O choque foi físico, mas o impacto real veio quando ergui o olhar e encontrei Dante tão perto que não havia espaço para negar o que aquilo significava.
Meu coração disparou quando reconheci aqueles olhos na escuridão. Dante.
— Você enlouqueceu? — sussurrei. — Me solta.
A mão dele me puxou contra a parede com mais precisão e aquele impacto arrancou o pouco ar que ainda restava em meus pulmões. Um som baixo, sufocado, escapou-me. Meus olhos estavam arregalados, meu coração disparado, martelando contra as costelas com uma força que doía. Ele estava ali, tão perto que eu podia sentir sua respiração misturando-se à minha. Cada batida do meu coração parecia audível demais. Eu tinha certeza que ele podia ouvir. Sentir.
— Dante… — sussurrei outra vez, a voz trêmula, confusa, tentando processar a invasão do meu espaço, completamente atordoada. — O que d