Ela. Não "você". Ela. Como se estivesse constatando um fato sobre um terceiro, sobre aquela mulher transformada que eu era, mas o pronome não diminuía a força da afirmação. Pelo contrário. Dava-lhe um peso de verdade absoluta.
Eva sorriu, vitoriosa, e correu para abrir a porta do carro.
Eu fiquei parada, presa naquele olhar, sentindo as palavras dele ecoando dentro de mim, misturando-se ao brilho nos seus olhos, à memória da sua ereção no provador, ao calor da sua mão na minha cintura no parque