O pânico começou a subir, um maremoto dentro de mim. Minha família. Minha avó, frágil, no hospital. As pessoas que mal me conheciam, mas que adorariam um escândalo para fofocar. Os colegas do clube noturno. O mundo inteiro iria me ver. Não como Elara, a sobrevivente. Mas como Elara, criminosa. E ali, ao lado de Dante, seria a outra. A amante. A trepada barata do patrão rico. A oportunista que usou uma criança para subir na cama do pai.
A imagem que Valéria tentou pintar no almoço – a dançarina