Um grito engasgado, mais um suspiro ofegante do que um som propriamente dito, escapou dos meus lábios. Meus braços se cruzaram instintivamente sobre o peito, mas a pose era inútil, reveladora.
Dante congelou na soleira. Sua mão ainda estava na maçaneta. Seus olhos, que haviam estado distraídos e um pouco impacientes, prenderam-se em mim. Não foi um olhar rápido, de constrangimento seguido de um rápido pedido de desculpas e um fechar de porta.
Foi um impacto.
Seus olhos escureceram instantaneame