A certeza era fria e clara como vidro: nenhuma das roupas na minha mala simples — vestidos de algodão, jeans, blusas básicas — impressionaria Valéria Herrera. Ela vivia em um mundo de costuras invisíveis, tecidos que custavam mais do que meu aluguel de um ano, sapatos que eram obras de arte em couro. Minhas roupas eram sobre sobrevivência, não sobre declaração.
Mas, afinal, quem se importava? Eu não estava indo àquele almoço para ser aceita. Estava indo por Eva. Para ser um rosto familiar em um