MARCY
A sala de terapia é um oásis de calma em meio ao turbilhão que é minha mente.
Eva está sentada no tapete colorido, rodeada por bonecos e jogos, mas seus olhos — aqueles olhos enormes e curiosos — estão fixos em mim.
— Tia Marcy, você gosta de crianças?
A pergunta me pega desprevenida. Engulo seco.
— Muito, Eva. Por quê?
— Porque você é psicóloga de crianças. — Ela inclina a cabeça, pensativa. — Se não gostasse, não ia querer trabalhar com a gente, né?
Sorrio. Essa menina é mais esperta do