A Lua ainda estava lá.
Inteira. Redonda. Branca demais para ser ignorada.
Ayla abriu os olhos com a sensação de que algo dentro de si havia gritado — um uivo rasgado, antigo, que não encontrara garganta para sair. O som permanecia preso em seu peito como um eco que se recusava a morrer, vibrando entre as costelas, fazendo o ar parecer espesso demais para respirar.
Ela levou a mão ao coração.
Batidas firmes. Humanas.
Era sempre assim.
O sonho se desfazia rápido demais, mas deixava resíduo