Capítulo 13

O sonho deixou marcas.

Não visíveis.

Mas profundas o suficiente para alterar a forma como Líria atravessava o dia seguinte.

Ela acordou com o corpo quente demais, a respiração irregular, como se tivesse corrido por muito tempo sem sair do lugar. A marca em seu braço pulsava em um ritmo lento, quase preguiçoso — não ardia, não queimava, mas lembrava sua existência a cada movimento.

Kael.

O nome ecoava em sua mente com uma familiaridade perturbadora.

Ela não lembrava exatamente do que havia sido dito no sonho. As palavras escorriam como água entre os dedos da memória. Mas lembrava do impacto. Do peso da presença dele. Da forma como o vazio havia cedido por alguns instantes, apenas por vê-lo.

Isso era o que mais a assustava.

Não o mistério daquilo.

Não o medo que sentia.

Mas o alívio.

Na vila, Líria passou a manhã inteira tentando ignorar o próprio corpo. O trabalho exigia movimentos repetitivos, concentração mecânica — tarefas que normalmente a ajudavam a silenciar a mente. N
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