O sonho deixou marcas.
Não visíveis.
Mas profundas o suficiente para alterar a forma como Líria atravessava o dia seguinte.
Ela acordou com o corpo quente demais, a respiração irregular, como se tivesse corrido por muito tempo sem sair do lugar. A marca em seu braço pulsava em um ritmo lento, quase preguiçoso — não ardia, não queimava, mas lembrava sua existência a cada movimento.
Kael.
O nome ecoava em sua mente com uma familiaridade perturbadora.
Ela não lembrava exatamente do que havia