A dor não vinha em ondas.
Era contínua.
Como se o corpo de Líria tivesse esquecido como relaxar completamente, mesmo quando dormia. Mesmo quando o silêncio da casa deveria significar descanso. O vazio não pulsava — ele ocupava espaço. Um espaço interno que antes não existia, mas que agora se fazia notar a cada respiração incompleta.
Ela acordou antes do amanhecer.
A lua ainda pairava no céu, pálida, distante, sem o peso magnético que costumava exercer sobre seus pensamentos. Não havia chama