O sábado avançava sem pressa pela cobertura envidraçada. Do lado de fora, Londres oscilava entre um céu de chumbo e feixes de luz que atravessavam a cidade como promessas. Mas ali dentro, no refúgio silencioso de Arthur, o tempo parecia suspenso.
Helena estava sentada no sofá, as pernas cruzadas, uma caneca de chá entre as mãos. O cheiro era de camomila, mas o gosto — ela mal sentia. Desde a hora em que acordara ao lado dele, envolta no calor de lençóis caros e do perfume dele impregnado no tra