O quarto estava escuro.
Não por ausência de luz, mas por excesso de silêncio.
A lareira havia se apagado horas antes. As cortinas continuavam fechadas. Nenhuma vela acesa. Nenhuma palavra dita.
Selena permanecia sentada à beira da cama, imóvel.
Ainda usava o vestido da cerimônia — como se o tempo tivesse parado desde então.
A mente girava em círculos.
O coração… pesava.
Desde a cerimônia, a frase martelava em sua cabeça:
“Desde que ela chegou, só tivemos divisão, morte, caos...”
Uma sen