Mais tarde:
Cheguei à sala e meu olhar imediatamente captou a fileira perfeita de mulheres vestidas de branco. Cada uma delas estava em posição impecável, alinhadas como se fossem peças de porcelana. No centro, a Madre Ágatha mantinha uma postura rígida, olhos atentos a cada movimento meu. O peso da presença dela me fez enrijecer por um instante, mas eu precisava me manter firme.
Gregor já estava à mesa, sentado, impecável como sempre. Assim que meus passos ecoaram pelo salão, ele ergueu os olhos para mim e disse apenas:
— Boa noite, Isabel.
— Boa noite senhor.
A voz dele tinha aquela mistura de calma e controle que sempre me deixava inquieta. Aproximei-me da mesa e sentei-me no único lugar permitido: ao lado dele. Meu vestido, simples, mas elegante, tinha um decote sutil, suficiente para me diferenciar das demais, sem chamar atenção demais. A sensação de estar sob o olhar dele era pesada, sufocante, mas eu precisava manter a compostura.
Alguns momentos depois, a porta se abri