Não consegui desviar o olhar. Algo na forma como ele me examinava, sem tocar, sem pressionar, fazia meu corpo se contrair e relaxar ao mesmo tempo. Meu olhar percorreu o perfil dele sem perceber, tentando decifrar quem ele realmente era.
— Não olha assim para mim Rosa — murmurou, a voz baixa, quase sussurrada. — Tô tentando ser o bom moço, uma vez na vida. Mas se olhar assim outra vez eu vou curvar você sobre essa cama e te foder até que você grite meu nome.
Engoli em seco, tentando encontrar algum equilíbrio entre o medo e a necessidade de falar. — Eu… eu não estou acostumada a ter outro homem sozinho no quarto — murmurei, a voz falhando. — Não assim.
— Então relaxa — disse ele, controlado, suave, quase sedutor. — Eu só vim para fazer você dormir. Nada mais.
Me deitei, puxando a coberta até o queixo. Ele se deitou ao meu lado, sem encostar em mim, mas a presença dele preenchia o espaço. O cheiro dele misturado ao meu fez algo vibrar no meu peito, uma tensão que era simultaneam