O tempo pareceu parar. Os olhos dele se encheram de lágrimas, mas ainda havia aquela chama selvagem que eu conhecia tão bem. Ele respirou fundo, arfando, misturando fúria e amor num único grito rouco:
— Я люблю тебя, чёрт возьми! — Eu te amo, caralho!
E então, o primeiro tiro cortou o ar.
O som atravessou o salão como uma sentença divina, fria e mortal. Um dos guardas caiu, o sangue espirrando nas paredes de pedra. Um frio correu pela minha espinha, e meu coração acelerou como se fosse explodir.
Gregor recuou, surpreso, o punhal ainda firme na mão. Luka aproveitou a oportunidade. Com um rugido animalesco, ele avançou, esmagando o nariz de um guarda com a própria cabeça, chutando outro no estômago. O sangue pingava de seu rosto, mas ele parecia alheio à dor.
Houve outro tiro. Outro. O metal rangendo contra pedra, o eco das botas soando como tambores de guerra. Gregor se assustou, largando o punhal.
O som dos tiros cortou o ar como um grito de socorro que ninguém podia ignorar.