Valentina se levantou devagar e seguiu pelo corredor estreito do jato até o banheiro.
O espaço era pequeno, funcional — como tudo ali. Fechou a porta atrás de si e apoiou as mãos na pia, respirando fundo.
Precisava de um minuto só dela.
Água fria nas mãos. Um olhar rápido no espelho. Nenhuma lágrima. Nenhum drama. Só aquela sensação incômoda de coisas não resolvidas ocupando espaço demais no peito.
Quando saiu, quase esbarrou nele.
Rafael estava encostado na parede do corredor, braços cruzados,