A névoa persistia sobre a cidade, cobrindo as ruas como um véu silencioso. Elise acordara cedo, mas não por escolha própria. O cansaço acumulado dos últimos dias a impedia de dormir profundamente, e o frio da manhã apenas aumentava sua sensação de inquietação. Sentada na pequena mesa da cabana, observava a lareira apagada, sentindo o peso das incertezas.
Ela passou os dedos pelo tecido gasto de sua capa, refletindo sobre tudo o que havia perdido. Seu lar, sua posição, sua identidade. E, acima d