Christian Müller -
Chegamos em casa ainda com o gosto amargo da última ligação.
O silêncio da sala me abraçou como um aviso.
Nathan dormia no sofá com um dos brinquedos ainda nas mãos e Laura estava sentada na poltrona, com os olhos fixos em mim como se pudesse ler minha alma de longe.
Fui até ela em silêncio.
Inclinei o rosto e depositei um beijo demorado em sua testa, sentindo o calor da pele dela contra os meus lábios. Fiz menção de me afastar, mas ela segurou minha mão.
— Aonde você vai? —