Gustavo
Domingo. Meio-dia.
Eu já tava encarando o espelho fazia tempo, tentando entender por que diabos um almoço de família me deixava tão nervoso.
Não era a roupa, nem o calor. Era ela.
Clara.
Peguei uma camisa qualquer, dobrei as mangas e tentei parecer alguém que sabia o que tava fazendo. A verdade é que não sabia. Só sabia que queria ela comigo.
Disquei o número antes que o bom senso mandasse eu parar.
— Rainha do Bar, bom dia.
— Gustavo? — a voz dela veio rouca, sonolenta. — Que horas