Clara
A luz fraca da manhã entrava pelas frestas da cortina, desenhando faixas douradas sobre a pele dele. Gustavo dormia pesado, uma das mãos caída no lençol, o peito subindo devagar sob o meu toque.
Fiquei ali, parada, observando. O quarto ainda tinha o cheiro do vinho e do nosso corpo misturado.
Passei os dedos distraidamente pelo peito dele, sentindo o calor, o som do coração batendo calmo, e me peguei sorrindo. Nunca pensei que ver alguém assim, vulnerável, pudesse ser tão… bonito.
Gustav