O som monótono das máquinas médicas era a trilha sonora do meu inferno. Cada bip insistente me lembrava que eu ainda estava vivo e, naquele momento, isso não parecia exatamente uma bênção. O quarto cheirava a desinfetante e solidão, um ambiente frio demais para abrigar um corpo em recuperação e uma alma em ruínas.
O Juiz me observava com aquele olhar clínico, misto de compaixão e desconfiança, enquanto eu ardia em fúria, imóvel naquela cama de hospital. O lençol pesava sobre mim como uma sente