Sento-me lentamente na beira da cama, observando a porta se fechar atrás de Luciano. O som do trinco ecoa pelo quarto silencioso, suave, mas carregado de um significado estranho como se cada vez que ele saísse deixasse para trás um fragmento de tudo que eu não compreendo.
Espero, atenta, pelo ruído da fechadura girando, aquele estalo seco que sempre sela meu destino dentro dessas paredes. Mas ele não vem.
Dessa vez, ele me deixou livre.
Livre…
Que palavra irônica.
Meu olhar percorre o quarto m