Rosalia caminha atrás de mim, e o som de seus passos ecoa baixo pelo corredor da casa. Há algo em sua forma de andar — lenta, contida, quase ferida — que me perturba. Sei que ela está sentindo cada fibra da punição que impus, mas permanece em silêncio, e esse silêncio me atormenta mais do que qualquer grito poderia fazer.
Sinto o ar vibrar entre nós, denso, quase palpável. Tento me convencer de que é apenas raiva, mas não é. Há algo se movendo dentro de mim, um nó que não sei desatar. A cada pa