Antes de tudo desmoronar, houve um instante em que o achei gentil, quase carinhoso. Um lampejo frágil de ternura que parecia capaz de romper as paredes impenetráveis do nosso silêncio.
Quando ele soube que eu não tinha comido, seus olhos se encheram de preocupação ou seria outra coisa? Aquelas sobrancelhas franzidas que não indicavam raiva, mas sim um afeto delicado demais para crer. E quando ele limpou a tatuagem que marcava minha pele, sua mão foi suave, cuidadosa, quase reverente.
Meu cora