Querido, Felicia me aperta com força e eu retribuo do jeito que consigo, acariciando suas costas de forma um pouco desajeitada. Ela se afasta apenas o suficiente para me olhar, meio rindo, meio chorando pela minha tentativa nada elegante de abraço.
Ela confessa que sentiu muito a minha falta. Digo que sei disso e que também senti a falta dela. Felicia me segura pelos braços, me examinando com atenção, como se estivesse tentando reconhecer quem sou agora.
Ela comenta que eu pareço diferente. Eu me mexo, passo a mão pelos cabelos e dou de ombros, dizendo que muita coisa mudou. Ela apenas balança a cabeça, rígida, em um reconhecimento silencioso. Eu imaginava que, com o tempo, ela aceitaria melhor a ideia de Rosália como parte permanente da minha vida, mas percebo que isso ainda vai levar um tempo. Para Felicia, Rosália ainda representa uma ameaça ao espaço que ela acredita ter perdido.
Felicia pergunta quando poderá conhecer a sobrinha. Seus olhos escapam por cima do meu ombro, na direç