Capítulo 231

Estou com frio. Um frio que parece vir de dentro, não da pele. Meus dedos se fecham em torno de algo macio, quente, reconfortante, mas aquilo desaparece um instante depois. Um choro de bebê ecoa, distante e cortante, e então tudo volta a ficar escuro. Silêncio. Não sei quanto tempo passa até sentir algo beliscar meu braço.

Uma voz explode no vazio, alta demais, agressiva demais. Que diabos está fazendo? Meu corpo reage por instinto e eu puxo o braço o máximo que consigo, mesmo sentindo que ele pesa toneladas.

De repente está tudo alto demais. A luz atravessa minhas pálpebras quando consigo abrir um olho só um pouco, e a claridade dói. Dói como se estivesse queimando. Fecho novamente e começo a afundar, querendo dormir outra vez, quando o choro do bebê retorna, mais próximo agora.

Rosália?

Essa voz atravessa tudo. Algo dentro de mim responde imediatamente. Algo que não quer dormir. Algo que luta, que empurra, que se recusa a afundar de novo.

Rosália, você pode me ouvir?

Outra voz surge
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