Ontem à noite ainda pulsa em mim como uma lembrança quente demais para ignorar. No meu seio parcialmente exposto, a pele sensível, o corpo inteiro em alerta.
— Não? Ele pergunta, a voz baixa, antes de abaixar a cabeça e passar a língua devagar sobre o meu mamilo. A sensação explode, direta, sem aviso, uma corrente que desce até o meu c******s, deixando tudo frouxo, carente, faminto. É assim entre nós. Um desejo quase primitivo, desarmado, perigoso.
— Não respondo, mesmo quando sinto o aperto dele diminuir um pouco.
Vejo quando ele se inclina para o lado da cama, abre a gaveta do criado-mudo e deixa a adaga cair lá dentro com um som seco. Só então volta para mim. Os olhos escuros estão diferentes agora. Mais fundos. As pupilas dilatadas. Ele está com t***o, e isso muda o ar do quarto.
— Essa adaga não é um brinquedo, minha querida.
— Eu sei que não.
— Então você sabe que não é para brincar.
— Eu não estava brincando, digo, a voz firme apesar do corpo trêmulo. E nem você.
Ele se inclin