Sinto — um som que vem do fundo do peito e se arrasta pela garganta — quando percebo que há outra presença dentro do confessionário comigo. O ar parece encolher, os próprios pingos do meu coração ficam maiores e mais lentos. Por um instante, me agarro à crença de menina: pensei n’Ele — em Deus — imaginando que fosse a Sua voz que me cercava. Talvez fosse um padre. Talvez seja apenas a igreja, que respira com vozes que pertencem ao tempo. Ainda assim, eu continuo rezando, porque rezar é tudo o q