Aonde eu ando tem um maldito relógio antigo a me lembrar que o tempo é um carrasco. Tic. Tac. Tic. Tac. Ele não diz nada que eu já não saiba: que certas horas chegam para corrigir injustiças, ou para lançar o alento final sobre cadáveres frios. Acho que estou começando a odiar todo tipo de relógio. Vou mandar arrancar todos do meu campo de visão — inclusive os relógios nas paredes que registraram a minha vida enquanto era esculpida por mãos que nunca me amaram.
O terno me aperta como se também