Eu só consigo respirar de verdade quando finalmente desabo no banco do motorista, trancando a porta com tanta pressa que quase quebro o botão. Minhas mãos tremem tanto que pareço uma criança tentando segurar água entre os dedos. Meu peito sobe e desce como se eu tivesse corrido uma maratona. Só aí, com o cheiro conhecido do estofado e o volante velho sob os meus dedos, é que a ficha cai.
Eu fiz isso.
Eu realmente fiz isso.
Eu escapei.
É estranho e desesperador perceber como a liberdade pode ser