Eu sinto o estômago revirar quando a mulher bufa e solta, com aquela cara de derrota desesperada:
— Eu não sei onde Henrique está. Ela passa a mão no rosto, irritada. Nem onde Rosália foi parar. Qualquer plano que eles tenham inventado… é problema deles, não meu.
E a verdade é que eu vejo nos olhos dela que essa frase está pesando mais do que ela pretende admitir.
Ela está terrivelmente envergonhada, e eu posso quase sentir o medo escorrendo pela pele dela.
E, sinceramente?
Eu a entendo.
Se essa bagunça toda chegar à Facção e vai chegar, porque tudo chega a família Lucchese vira pó.
Eles vão ser engolidos vivos.
E o pior?
Eles sabem disso…
Mas mesmo assim, fizeram o que fizeram.
Só pensam neles mesmos.
Só agem por impulso, egoísmo e burrice.
Eu respiro fundo, tentando não perder a cabeça de vez.
— Muito bem. Minha voz sai cortante, fria, um aço prestes a partir. Eu faço um gesto com o queixo para Francisco e aponto para a garotinha. Leve ela. Vai servir de garantia.
E dói mais d