Capítulo 142

Eu sinto o estômago revirar quando a mulher bufa e solta, com aquela cara de derrota desesperada:

— Eu não sei onde Henrique está. Ela passa a mão no rosto, irritada. Nem onde Rosália foi parar. Qualquer plano que eles tenham inventado… é problema deles, não meu.

E a verdade é que eu vejo nos olhos dela que essa frase está pesando mais do que ela pretende admitir.

Ela está terrivelmente envergonhada, e eu posso quase sentir o medo escorrendo pela pele dela.

E, sinceramente?

Eu a entendo.

Se essa bagunça toda chegar à Facção e vai chegar, porque tudo chega a família Lucchese vira pó.

Eles vão ser engolidos vivos.

E o pior?

Eles sabem disso…

Mas mesmo assim, fizeram o que fizeram.

Só pensam neles mesmos.

Só agem por impulso, egoísmo e burrice.

Eu respiro fundo, tentando não perder a cabeça de vez.

— Muito bem. Minha voz sai cortante, fria, um aço prestes a partir. Eu faço um gesto com o queixo para Francisco e aponto para a garotinha. Leve ela. Vai servir de garantia.

E dói mais d
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