Eu juro que, naquele instante, eu não era só uma mulher com raiva. Eu era uma bomba-relógio prestes a explodir. Quando eu gritei que ela não merecia o nome Bonanno, a minha garganta queimou, como se eu tivesse cuspido fogo. Minhas mãos tremiam enquanto Rosália tentava se equilibrar, arranhando meus dedos numa tentativa patética de se soltar. Quanto mais ela arranhava, mais eu sentia a fúria subindo pelo meu peito. Naquele momento, eu realmente senti que ela não merecia carregar nada meu. Nem o nome. Nem a marca. Nem memória. Nada.
Ela soltou um choramingo, quase um gemido de desespero, mas a palma da minha mão abafou tudo. A respiração dela ficou presa, e eu deixei. Quando finalmente tirei a mão, ela tossiu como se estivesse devolvendo o ar pra vida. A minha compaixão? Zero. Evaporada.
A porta da capela abriu e Francisco surgiu, com aquela cara séria que só piorou o meu humor. Ele avisou que o fogo tinha sido apagado e que ia chamar alguém pra limpar o estrago. E ainda deu a notícia q