— Onde está Olga?
A pergunta saiu de mim como um disparo, cortando o silêncio sufocante da cozinha.
Ana se sobressaltou tanto que quase deixou cair a bandeja nas mãos. O rosto dela perdeu a cor por um instante, como se ela estivesse vendo uma aparição — e, de certo modo, eu sabia que era exatamente assim que eu parecia.
Eu não estava apresentável.
Eu não estava calmo.
Eu não estava amigável.
E isso não importava nem um pouco.
Ana engoliu seco antes de responder, tentando manter a postura apesar