Rosália para de andar e me encara por um instante, como se estivesse organizando o que sente antes de falar.
— Você está comprando roupa de cama nova pra ela?
Dou de ombros, simples.
— Eu só quero que ela se sinta confortável aqui.
— Eu sei, mas… ela não vai ficar tanto tempo. A tristeza pesa na voz dela, quase imperceptível, mas ali.
— Acho que não concordo. A menos que você prefira que isso mude.
Ela franze a testa, confusa.
— Como assim?
— Ela vai ficar aqui até termos certeza de que está segura, de qualquer forma explico. Mas eu não sou contra que ela fique mais tempo… se você quiser.
O sorriso que surge no rosto dela é pequeno, mas verdadeiro. Acho que acertei sem querer.
— Você quer dizer… assumir a tutela dela? A gente pode fazer isso?
— Você é uma Bonano agora. Me inclino e encosto os lábios de leve na bochecha dela. Podemos fazer o que quisermos.
Ela me abraça com mais força, e percebo as lágrimas acumuladas nos cantos dos olhos.
— Eu gostaria muito disso, Luciano.
— E