— Luciano?
O jeito suave com que Rosália chama meu nome, ainda meio perdida entre o sono e a vigília, preenche um espaço dentro de mim que eu nem sabia que existia. É estranho. Quente. Desconcertante. Só sei de uma coisa que nunca quero que ela pare de me chamar assim.
— Estou aqui.
Meus dedos tocam de leve o rosto dela. Rosália abre os olhos devagar, piscando, como se estivesse se ajustando à realidade. Quando me vê sentado na beirada da cama, observando-a, seu corpo relaxa quase imediatamente