— Luciano?
O jeito suave com que Rosália chama meu nome, ainda meio perdida entre o sono e a vigília, preenche um espaço dentro de mim que eu nem sabia que existia. É estranho. Quente. Desconcertante. Só sei de uma coisa que nunca quero que ela pare de me chamar assim.
— Estou aqui.
Meus dedos tocam de leve o rosto dela. Rosália abre os olhos devagar, piscando, como se estivesse se ajustando à realidade. Quando me vê sentado na beirada da cama, observando-a, seu corpo relaxa quase imediatamente. Mesmo dormindo, de algum jeito, ela sempre sabe quando estou por perto.
— Me desculpa...ela murmura, a voz rouca. Eu tenho estado tão cansada.
— Isso seria esperado na sua condição, mesmo se nada tivesse acontecido digo com calma. Depois de tudo o que você passou, seu corpo só está pedindo descanso.
Ela esfrega os olhos, se apoia no cotovelo e me encara com atenção, como se estivesse me avaliando.
— E como você sabe o que é normal na gravidez?
Sinto o calor subir pelo meu pescoço. Dou de om