No escritório, Bruno olhou para Natália, a voz embargada pela culpa. A verdade era dolorida de dizer, mas era a única e melhor decisão.
— No começo, não parecia nada ilícito, Natália. Era só… transferências. Eu recebia valores na minha conta e repassava para outras contas que ele me indicava. Ele dizia que eram investidores que queriam discrição, que era parte do "modelo de negócio exclusivo". Eu estava cego pelo dinheiro, pela ideia de ficar rico. Ele me mostrou relatórios falsos, planilhas