O sol mal tinha nascido quando acordei com o celular vibrando na cabeceira.
Esfreguei os olhos ainda pesados de sono e, sem olhar direito, atendi.
— Alô? Minha voz saiu arrastada.
Do outro lado, uma voz feminina que eu conhecia bem respondeu com ironia:
— Que bonito, hein? Dormindo como um príncipe, enquanto eu estou aqui tentando resolver os estragos da sua “genialidade”.
Era a Felícia, claro.
— Estragos? Sentei na cama num pulo, o coração disparando.
— O que eu fiz agora?
— Ah, nada demais…