Amara
Eu precisava ouvir uma voz que me lembrasse quem eu era antes do sobrenome dele. Lara. Uma hora com ela e eu voltaria a respirar.
Troquei de roupa em silêncio, calça escura, tênis, cabelo preso. Abri o closet, peguei a bolsa menor, sem jóias, sem nada que dissesse “Blackwell”. Respirei. A regra dele ecoou no crânio:
— “Quando quiser sair, me avise.” — Eu não quis avisar. Eu quis sair.
Girei a maçaneta do quarto como quem roda um segredo. O corredor acendeu a luz de presença. Ótimo. Fingi