Amara
O comboio saiu cedo, três carros discretos, vidros sem brilho. O dia estava nublado, como se o céu preferisse não ver. Ninguém falou muito. Damian dirigia o primeiro carro. Eu ia ao lado dele. Atrás, Ronan e Mirella. A matilha vinha espalhada, cobrindo pontos cegos.
— Vai ser rápido — Ronan disse. — A gente checa, reativa o lugar, deixa pronto pra emergência.
Eu segurei o cinto com força. A marca estava calma, mas meu peito não. O “refúgio” era antigo, subterrâneo, feito antes de mim, ant