A manhã avançou rápido demais, como se o tempo tivesse decidido correr sem pedir permissão. Camélia tentou se manter presente nas conversas, nos mapas espalhados sobre a mesa, nas vozes que iam e vinham em tom baixo, mas algo dentro dela insistia em escapar do agora. Havia um incômodo leve, persistente, que não chegava a ser dor — era mais uma pressão constante, como se o ar estivesse sempre um pouco mais pesado quando ela respirava fundo demais.
Sem perceber, levou a mão ao ventre. O gesto foi