A consciência voltou como uma onda lenta, arrastando-se pela mente de Camélia como uma maré que hesitava entre recuar ou avançar. O mundo ao seu redor ainda parecia enevoado, uma névoa entre o real e o instintivo. Mas, diferente da última vez, não havia caos. Não havia desespero. Apenas uma certeza profunda e cravada em sua alma: algo dentro dela havia mudado para sempre.
Ela piscou, os olhos pesados e a respiração profunda, sentindo o peso familiar dos lençóis de sua cama. O